Porque o desarmamento é defendido pelas elites?

De nos onde chega essa informação para nós? Dos meios da grande mídia e das redes sociais.

Quando o assunto é tratado pela grande mídia, vemos e ouvimos jornalistas e especialistas sempre a favor de ideias que mostram grandes prejuízos caso a população tenha facilidade de se armar. Já nas redes sociais encontramos muitíssimos defensores de um melhor acesso aos armamentos.

Houve uma consulta, em 2005, a nível nacional, que na verdade foi um referendo, em que 63% de 92.442.310 eleitores disseram não à proibição da comercialização das armas e munições. Isso quer dizer que a população deseja ter um maior acesso, legalizado, às armas e munições. Assim sendo, a população não aprovou o atual Estatuto do Desarmamento.

Ainda hoje, quando Presidente Jair Bolsonaro tenta facilitar o acesso da população ao armamento legal, enfrenta uma enxurrada de medidas de oposição da mídia, de parte de políticos e do judiciário.

O presidente da época do referendo sancionou o Estatuto do Desarmamento, mantendo todas as restrições e proibições que o povo não aprovou. Ou seja, contrariou a vontade popular.

Qual é o problema, então, para se ter um debate que mostre o que é realmente necessário para a população? É muito simples, mas de difícil solução.

No meu ponto de vista reducionista, a elite, pelo seu melhor acesso a recursos financeiros, enxergam um Brasil diferente do Brasil da população. Sem hipocrisia, a distância que separa o ambiente de convivência da elite e o da população, faz existir dois brasis diferentes.

Um em que as pessoas não se preocupam com orçamento doméstico, comem do melhor, vivem em áreas protegidas, viajam de primeira classe, frequentam os melhores e mais caros ambientes e tem seguranças particulares armados. Por isso, essas pessoas não enxergam e não sentem as necessidades da maioria da população.

Portanto, não entendem porque um maior acesso às armas é importante.

E dessa elite fazem parte empresários da grande mídia, jornalistas, especialistas, grandes empresários em geral, muitos políticos, um boa quantidade de profissionais do judiciário etc.

Deveria ser o povo, mas a grande mídia tomou para si a voz de Deus. E ela é contra o afrouxamento das regras do acesso às armas e munições.

Um outro ambiente é ocupado até por pessoas não pobres, mas que vivem de salário, preocupadas com orçamento doméstico, deslocando-se para o trabalho em veículos não blindados, sem segurança armada, morando em locais frequentados por assaltantes e assassinos, pois estes, por serem armados, tem trânsito livre.

Nesse outro Brasil, as pessoas sentem na pele a necessidade de uma proteção maior, que não é possível de ser dada pelo estado. Os efetivos de agentes de segurança e seus meios de combate, por não poderem estar dispostos em todos os lugares, ao mesmo tempo, deixam uma lacuna imensa no seio da população. Daí, a necessidade, de acordo com as condições de periculosidade de cada local, do próprio cidadão prover a sua segurança imediata.

A pessoa que não sente na pele os perigos do dia a dia não conseguem avaliar as demandas existentes em outros ambientes.

Fora o fato de que uma parte da elite tem interesse no desarmamento da população, pois uma população desarmada pode ser melhor controlada, para mim, o problema se resume à dicotomia dos ambientes entre a elite e a população.

Não falei em favelas ou comunidades, pois considero um caso à parte.

Vemos que a grande mídia defende a favela, em relação às ações policiais. Se a grande mídia visível pelos meios de comunicação, jornalistas, comentaristas, especialistas etc faz parte da elite e eu mencionei que ela vive em num Brasil do paraíso, porque se preocupa com as favelas e as comunidades?

Não vou entrar nisso agora. Vou deixar você, leitor, pensar no assunto.

E então? Você é a favor de um acesso mais democrático ao uso das armas e munições? Usei termo “democrático”, para aguçar mais as suas ideias.

Sobre Celso Silva

Meu nome é Celso Silva; nasci no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1950. Aos 17 anos ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo, e após 3 anos, fui para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro, formando-me em dezembro de 1973. Segui a carreira militar, passando para a reserva como coronel.
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