Você se sente responsável por todos da família?

Você já ouviu a frase EU FAÇO TUDO POR VOCÊ?

Pois é, tem muita gente vivendo nessa “toada” e se cansando demais… São pessoas que vivem em função de outro, algumas codependentes, outras que amam demais, outras ainda sem uma definição clara do seu padrão de comportamento. A questão é: anulam-se em função do outro?

E, então, muitos se posicionam da seguinte forma, chorosas…

Eu cuido da casa. Eu trabalho feito louca. Eu cuido das crianças. Eu faço tudo por ele. Eu faço tudo pelos outros. Eu faço tudo em casa e ele não está feliz. Quem vai fazer por mim? Preciso de colo. Preciso de ajuda. Não aguento mais!!!

Pois é, uma dessas frases soa familiar a você? Tem algum amigo ou amiga que vira e mexe estão lá num reclamar sem fim?

Qual é a escolha? O que faz com que essas pessoas vivam dessa forma?

Será falta de sorte? Será que elas têm azar no amor? Será que são assim tão diferenciadas que são melhores do que qualquer um a sua volta?

Então, quando alguém tenta ajudar, vem a máxima: “Não posso deixar nada com você! Você não faz direito! Você não sabe fazer! Ah, deixa que eu mesmo faço! Você é muito mole ou muito rápido. Você não tem jeito. Chega! Eu mesma faço.

Então… Bem, se você conhece alguém, ou se vê nessa situação, que ora reclama ora delega, e acaba tudo igual — você se sobrecarregando —, tente pesquisar mais sobre codependência. Tente entender o círculo e o que move essas pessoas…

Você verá então que o outro não tem chance de ajudar. Não tem chance de fazer coisa alguma nem de exercer, mesmo que por um pequeno tempo, sua liderança. E daí? Bem, daí, ou se acomoda e se acostuma, mesmo a contragosto, a receber tudo na mão, ou vai embora para se livrar do conforto que vem arraigado de controle.

A possibilidade de recuperação, nesse caso, demanda um esforço sobre-humano. Há que abrir mão da onipotência, da vaidade, do ego e, acima de tudo, abrir espaço para que o outro possa ocupar o seu lugar.

Esse abrir espaço, para que o outro exerça seu poder real, sua liderança, sua escolha, não é fácil para quem está doente emocionalmente. Como dependemos do outro, na nossa cabeça achamos que precisamos fazer tudo por ele, imaginando que assim, e só assim, possamos receber tudo de volta como recompensa.

Ledo engano!

Quando damos em demasia, acabamos por controlar o outro, e este, com o passar do tempo, se sente sufocado. É de fato horrível não poder respirar com o outro no nosso encalço, perguntando: “Tudo bem com você? Tudo bem para você? É assim que você gosta? É assim que quer? Preparei seu prato preferido. Fiz tudo como gosta etc…

Ninguém aguenta tamanha solicitude, que, lembrem-se, está revestida por um SE, CONDICIONAL, que diz: “Quando puder, você faz tudo isso de volta por mim? Você também vai cuidar de mim? Você também vai me amar demais?

Ou seja, tudo exageradamente irreal.

Parece impossível não é? Pois pergunte a seus amigos e amigas. Todos terão uma história com essa tônica para contar a vocês. De novo, não estou aqui tratando de relações saudáveis em que a integridade de um e outro é mantida e, com esta, a troca. Estou falando de relações doentes em que um se anula e espera que o outro faça o mesmo… Fica aqui o convite à reflexão… Relacionamentos saudáveis, demanda pessoas saudáveis e, fazem toda a diferença quando a questão é amor! Escolhas, sempre escolhas.

Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.

Dúvidas sobre relacionamentos? Envie para s2maia@yahoo.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog

Mais informações sobre a autora no www.sandramaia.com 

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com

 

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Sobre Celso Silva

Meu nome é Celso Silva; nasci no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1950. Aos 17 anos ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo, e após 3 anos, fui para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro, formando-me em dezembro de 1973. Segui a carreira militar, passando para a reserva como coronel.
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