Porque alguém procura um emprego?

“Porque” é uma das perguntas mais importantes da nossa vida.

Parece que emprego é um caminho natural para uma pessoa que se torna adulta. Isso faz parte uma “programação” que passa de geração em geração no seio das famílias. Mesmo quando os pais são comerciantes, eles querem que os filhos tenham um bom emprego. Então, a fórmula é primeiro grau, segundo grau, superior, cursos preparatórios, emprego e concurso. Raríssimas orientações para ser dono de negócio, profissional liberal ou profissional independente. Na visão das famílias, emprego significa segurança.

Para ilustrar de uma maneira engraçada a importância de saber “porque”, vou apresentar um caso um pouco fora do tema.

Certo dia, eu conversava com uma senhora, em uma comunidade do Distrito Federal, tentando contratá-la para uma atividade para a qual eu a julgava habilitada. Em certo momento, resolvi perguntar qual era o sonho dela. Ela me respondeu que era ir para a Suíça, onde tinha uma amiga brasileira trabalhando. Continuei perguntando porque, e, depois de muito perguntar, ela me disse que era porque lá iria ganhar muito dinheiro. Eu não quis continuar perguntando, pois sei que dinheiro ajuda resolver muitos porquês.

Resumindo a história, nós dois concluímos que o que ela queria era ganhar muito dinheiro. E era isso que eu estava propondo a ela desde o início da conversa: ganhar muito dinheiro. Então, não seria necessário ir para a Suíça; no Brasil, há muitas oportunidades honestas para se ganhar muito dinheiro, mas ela não sabia. Além do mais, existe uma particularidade dessa senhora que eu não falei ainda: ela não gosta de acordar cedo, gosta de diversão, não gosta de se comprometer com parcerias e, pasme você, detesta o frio. Segundo ela, sente muitas dores em tempo frio. Você sabe como é o clima da Suíça? A senhora em questão é nascida no Piauí.

Então, porque alguém procura um emprego?

Quando eu completei 16 anos, faz um bom tempo, eu procurei um emprego, embora não tivesse a mínima noção do que era isso. Diziam que eu precisava ganhar dinheiro e o caminho conhecido naquela época era trabalhar para alguém. Fiz curso de datilografia (sou bem antigo, heim!) e, com toda a garra de principiante, fui à luta, que durou poucos segundos. No primeiro “não”, desisti. Depois, fiz concurso para o Exército, e a minha história mudou (https://celsohl.wordpress.com/?p=62).

Deve haver muitos motivos para uma pessoa procurar um emprego. No momento, fora a programação que vem da família, só me lembro de dois: ganhar dinheiro e desenvolver uma profissão.

Desenvolver uma profissão me parece mais nobre, pois significa ajudar na solução das necessidades do próximo. Ganhar dinheiro simplesmente, que em geral de imediato não é muito, me parece uma visão pouco profunda da vida. Porém, em certo momento, precisamos resolver a nossa sobrevivência para depois pensar em coisas maiores.

Podemos pensar em ganhar mais dinheiro para, depois de algum tempo, ajudar as pessoas, a comunidade ou o país. Mas se você tiver aspirações elevadas, não vai alcançá-las com um emprego.

Mas é até animador ver uma pessoa procurando emprego, querendo trabalhar, porque existe uma grande quantidade de pessoas, dos 18 aos 40 anos, que ainda despertou a responsabilidade e continua nas costas dos pais.

Há mais de 9 anos, entrevisto candidatos para trabalho. A “maioria das pessoas” quer trabalhar na profissão para a qual se preparou; isso é bem lógico para a “maioria”. Se alguém aprendeu a fazer alguma coisa, vai querer colocar aquilo em prática para ganhar dinheiro. Porém, analise o seguinte: Um pedreiro procura emprego na área de construção civil; ele e mais milhares de pessoas com a mesma formação, inclusive mulheres. Um advogado procura emprego na área do direito; ele e mais milhares de pessoas com a mesma formação. Assim por diante. Acho que você já entendeu. Muita concorrência em todas as áreas, porque hoje é muito fácil se formar em qualquer coisa e aprender uma profissão.

É por causa da concorrência que as pessoas fazem fila para conseguir trabalho. E os parentes e os amigos não podem ajudar por não terem empresas na área do candidato para encaixá-lo, nem que seja na base da “peixada”. Por isso, as pessoas recorrem aos classificados, à internet, entregam currículos, em busca de oportunidade; se seus amigos e familiares pudessem ajudar, não seria necessário procurar fora. Porém, existe uma sabedoria “ao contrário” na maioria das pessoas que é bastante esquisita: quando elas encontram uma oportunidade, voltam e pedem a opinião de amigos e familiares que não puderam ajudá-las até aquele momento, ao invés de aprofundar sozinhas na análise da oportunidade.

Qual a solução, então? A de sempre: continuar trabalhando naquilo que você sabe fazer, para sua sobrevivência, mas de olho nas oportunidades fora da sua área.

Existe uma profissão que independe de formação, pode ser exercida sem atrapalhar a ocupação principal e dá mais dinheiro, principalmente para a sua aposentadoria mais cedo – Executivo à Distância (http://executivoadistancia.wordpress.com).

Encerro este post, rindo por antecipação, pois já estou vendo alguém consultando um conhecido, que até agora não tinha ajudado em nada, para saber se é um bom negócio se tornar um Executivo à Distância.

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Sobre Celso Silva

Meu nome é Celso Silva; nasci no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1950. Aos 17 anos ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo, e após 3 anos, fui para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro, formando-me em dezembro de 1973. Segui a carreira militar, passando para a reserva como coronel.
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