Sair do aluguel ou ser feliz?

Para ser feliz existe uma fórmula que nem sempre é fácil de seguir: agradecer pelo que se tem enquanto trabalha para se conseguir aquilo que se quer. O médico e escritor Lair Ribeiro diz algo parecido: sucesso é conseguir aquilo que se quer e felicidade é querer aquilo que você já conseguiu. Muitas pessoas dizem que querem sair do aluguel porque enquanto não possuem a casa própria estão pagando por algo que não é seu; uma pessoa que está pensando assim, talvez não esteja feliz. Porém, quando alguém deixa essa vida mostra para os que ficam que não somos donos de nada. Quando uma pessoa não está mais nesse mundo, ela não precisa ser feliz nem possuir algum bem.

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Voltemos à pergunta: sair do aluguel ou ser feliz?

Já ouvi várias pessoas que, após tomarem posse de suas próprias casas, não se tornaram mais felizes; algumas até ficaram infelizes e desejaram se desfazer dos seus imóveis.

Tem uma pessoa que morava em Águas Lindas de Goiás/GO e pagava pouco mais de 100 reais de aluguel; motivada pelo condicionamento de “pagar o que é meu”, ela comprou um imóvel no PNorte/Ceilândia/DF, assinando um contrato com a Caixa Econômica Federal, por 25 anos, pagando 525 reais mensais; a felicidade foi embora porque começou faltar dinheiro para uma vida digna.

Tem uma outra pessoa que morava em um local nobre da Ceilândia, com bom comércio, transporte, urbanização, colégio para o filho perto de casa, boa vizinhança, pagava 270 reais de aluguel e tinha um bom emprego. Essa pessoa provocou uma demissão para receber uma indenização que usou para comprar um lote. Esse lote fica em um local da periferia chamado QNR, sem boa urbanização, sem boa vizinhança, sem colégio perto, sem bom comércio etc. Após 5 anos, estava desempregada e infeliz, querendo vender o imóvel para comprar outro, em local melhor. Pasmem!

São inúmeros casos que eu conheço em que a pessoa não ficou mais feliz depois de adquirir um imóvel.

Tem um caso em que a pessoa comprou um imóvel em um local bem precário; não agüentou e voltou a morar de aluguel em um local melhor. E o imóvel comprado está desocupado dando apenas despesa.

Para mim, parte da felicidade é desejar aos outros aquilo que se deseja para si; é claro que felicidade não é só isso, mas é uma parte muito importante.

Imagine uma pessoa que compra um imóvel para sair do aluguel e depois o aluga para outros. Olha só que engraçado! Para ela, não há problema se alguém lhe pagar aluguel.

Se alguém compra muitos imóveis como investimento, tudo bem! É o empreendimento dela. Porém comprar apenas para ter o que é seu, não me parece muito sábio.

Vamos discutir esse assunto? Qual é a sua opinião? Você conhece casos em que a pessoa ficou mais feliz? E o contrário, você conhece?

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Sobre Celso Silva

Meu nome é Celso Silva; nasci no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1950. Aos 17 anos ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, São Paulo, e após 3 anos, fui para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro, formando-me em dezembro de 1973. Segui a carreira militar, passando para a reserva como coronel.
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2 respostas para Sair do aluguel ou ser feliz?

  1. André Silva disse:

    Excelente artigo e compartilho da mesma opinião. Prefiro ter 100 mil em dinheiro e morar de aluguel do que simplesmente ter um imóvel. Muitas vezes levamos anos juntando uma quantia em dinheiro e em questões de segundos nos desfazemos para adquirir um imóvel. Normalmente damos apenas uma entrada e continuamos com alguma prestação. Acabamos por nos mudar para um lugar melhor e seguem-se os aumentos das taxas (condomínio, segurança etc, além da própria prestação).

    Prefiro pagar aluguel e ter dinheiro para aproveitar a vida do que mostrar aos outros que tenho um imóvel, mas estou no limite para poder mantê-lo. As pessoas costuma dizer, meu imóvel está valendo hoje R$ 250 mil, porém se ela o vender corre o risco de não conseguir pagar todo o financiamento.

    • Celso Silva disse:

      Essa é uma visão racional; porém as pessoas decidem pela emoção e depois justificam decisão. O inconsciente coletivo no Brasil é muito forte em relação a “morar no que é meu”. Um grande abraço e fique com Deus!

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